quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Acarajé


Oi gente, tudo bem? Hoje eu vim falar sobre o acarajé, uma especialidade gastronômica das culinárias africanas  e afro-brasileira. Trata-se de um bolinho feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, e frito em azeite de dendê. No continente africano é conhecido como akara, e especificamente no norte da Nigéria é também chamado de kosai. No Gana, por sua vez, a iguaria é mais conhecida como koose.
Na África Ocidental, onde constitui uma comida de rua muito comum, é servido com pimenta em pó ou molho de tomate picante. Já no brasil, especialmente na Bahia, é servido com pimenta, camarão seco,caruru e  vataptá (também uma iguaria africana), sendo relativamente comum a adição de vinagrete. O acarajé faz parte do café da manhã nigeriano.
Acarajé de orixá
O acarajé, é uma comida ritual da orixá lansã. Na África, na língua iorubá, é chamado de àkàrà, que significa "bola de fogo", enquanto que je possui o significado de "comer". "Acará" também é o nome de um pedaço de algodão embebido em azeite que era colocado em chamas e engolido pelos filhos de santo para estes provarem que estavam em transe, nos rituais de candomblé (daí, a expressão "bola de fogo").
Beijos, Luly 



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Importância da cultura negra para o Brasil

A cultura negra contribuiu para muitas coisas alem da historia e evolução do Brasil. Mas também para outras coisas como a musica, culinária, religiões e línguas.

Musica:

 Além do samba, que é o estilo brasileiro mais famoso no mundo, outros ritmos também vieram da mãe África: Maracatu, Congada, Cavalhada, Moçambique. Além disso, muitos instrumentos musicais:
 afoxé: tipo de chocalho feito com uma cabaça e uma rede de miçangas;
 - agogô: cones de metal tocados com uma baqueta;
 - caxixi: cesto de vime em forma de chocalho encerrado no fundo uma cabaça com sementes;
atabaque: tambor alto;

Culinária:

Ingredientes como o leite de coco, a pimenta malagueta, o gengibre, o milho, o feijão preto, as carnes salgadas e curadas, o quiabo, o amendoim, o mel, a castanha, as ervas aromáticas e o azeite de dendê não eram conhecidos nem usados no Brasil antes da chegada deles. 
Muitos pratos conhecidos e apreciados aqui vieram de lá: vatapá, o caruru, o abará, o abrazô, o acaçá, o acarajé, o bobó, os caldos,o cozido, a galinha de gabidela, o angu, a cuscuz salgado, a moqueca e a famosa feijoada. 
E os doces? Canjica, mungunzá, quindim, pamonha, angu doce, doce de coco, doce de abóbora, paçoca, quindim de mandioca, tapioca, bolo de milho, bolinho de tapioca entre outros.

Religião:

Na África, há muitas religiões diferentes. Antes de vir para cá, cada um seguia a religião de sua família, clã, ou grupo. Mas quando chegaram aqui, os escravos foram separados de seus parentes e pessoas próximas. 
Por isso, passaram a se reunir com pessoas de outras etnias para realizarem os cultos secretamente. Para que todos pudessem participar, essas reuniões eram uma mistura de cada religião, com rituais e cultura unidos e partilhados. 
Daí surgiu o Candomblé. A crença nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral.
A Umbanda, que também tem origens africanas, une práticas de várias religiões, inclusive a Católica. Ela se originou no Rio de Janeiro, no início do século 20.


Línguas:

As línguas africanas exerceram tanta influência no modo de falar do povo brasileiro que a nossa língua já é considerada diferente do Português de Portugal. Na Bahia, são usadas cerca de 5 mil palavras de origem africana. A maior parte das palavras que enriqueceram o vocabulário brasileiro vêm do quimbundo, língua do povo banto. Na época da escravidão, o quibundo era a língua mais falada nas regiões Norte e Sul do país.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Racismo no Brasil

 Olá, meu nome é Caio, e hoje nesse blog vou falar sobre o racismo no Brasil.

 O racismo é basicamente você discriminar e se sentir superior a alguém por ser de outra etnia, raça e com outros traços e culturas. E isso acontece muito com os negros, que foram raptados pelos portugueses para servi-los como escravos e agora compõem grande parte do Brasil. Os resquícios desse passado obscuro se refletem até hoje em forma de racismo. Infelizmente hoje em dia ainda ocorrem assassinatos de pessoas inocentes, apenas pelas características físicas delas. Eu nunca vivi na pele esse racismo que os negros sofrem, mas imagina a pressão que a sociedade bota em cima dessas pessoas, dizendo que o cabelo delas é ''ruim''ou que o nariz delas é ''feio''. A autoestima dessas pessoas muitas vezes é afetada. Existem muitos negros com cabelo alisado, e na maioria das vezes não é porque eles querem, é porque praticam tanto preconceito com eles que eles acabam '''''''tendo'''''' que fazer isso.
 Com base na minha pesquisa no site ''globo.com'', a cada 23 minutos morre um jovem negro no Brasil https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/a-cada-23-minutos-um-jovem-negro-morre-no-brasil-diz-onu-ao-lancar-campanha-contra-violencia.ghtml
 E é louco pensar que tudo isso são os resquícios de uma escravidão de negros que não eram considerados pessoas. Absurdo.
 Isso é só um pouquinho desse assunto tão complexo e profundo.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

preconceito contra religioes afro-brasileiras

o preconceito surgiu com a perseguição da igreja católica aos cultos afro-brasileiros, sendo posteriormente reforçado por praticantes do espiritismo e das religiões neo pentecostais. No seculo XXI, correntes neo pentecostais fundamentalistas estão associados discursos de ódio, ataques a templos e agressões físicas e assassinatos dos seguidores dessas religiões. Em abril de 2014, o juiz federal Eugênio Rosa de Araujo chegou a afirmar em uma sentença que ''as manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões'', negando assim um pedido no Mistério Publico Federal para que obrigasse o Google a retirar a 15 videos ofensivos a umbanda e ao condomblé postados no site youtube

domingo, 18 de agosto de 2019

Aya Nakamura

Aya Nakamura

Oi, hoje eu vou falar sobre a cantora Aya Danioko mais conhecida  como como Aya Nakamura.
 Aya nasceu no Mali ( país localizado no noroeste da África / sudeste saariano) em 1955 , mas  ela vive na França e tem 24 anos.
  O estilo de musica dela é um pop francês, ela se tornou a mulher mais ouvida na frança com base dos dados d serviços de streaming.
  nas musicas dela ela mistura  gírias "africanas, espanholas e inglesas" que segundo ela é como ela fala com as suas amigas.
  ela conta que foi difícil encontrar um lugar dentro de uma sociedade "branca".

Djadja

 essa é a musica que fez mais sucesso dela



para saber mais sobre a Aya Nakamura click em algum desses links:






para saber mais sobre Mali click neste link:



irene
dia 17 de agosto de 2019



Receita caruru

Hoje eu vim falar de uma mostrar uma receita chamada ,Caruru.

Caruru

Ingredientes
3 kg de quiabo verdinho
300 ml de azeite de dendê
250 g.de castanha de caju (triturada)
250 g. de amendoins torrados (triturado)
300 g de camarão seco (triturado)
4 cebolas médias
5 tomates médios
2 pimentões grandes
1 maço de coentro
1 maço de cebolinha
sal com alho
3 limões
Modo de Preparar
Cortar os quiabos em pedacinhos passar no liquidificador as cebolas, os tomates, os pimentões, os coentros e as cebolinhas (separadamente). processar os camarões, os amendoins e as castanhas. tirar o suco dos limões e reservar.
Na panela coloque os ingredientes, um pouco de água, o alho e sal. vá colocando o dendê aos poucos e sempre mexendo em fogo brando.
O limão serve para cortar a baba do quiabo, e quando formar a baba deve ser retirada.
Para acompanhar
Farofa e arroz
Espero que gostem

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Pantera Negra e referências históricas

A história de T'Challa, líder do reino fictício de Wakanda que ganha os poderes de Pantera Negra para proteger o seu povo, ganhou elogios do público e da crítica especializada não apenas pela história bem contada e pelo visual impecável.

O filme também é histórico ao apresentar atrizes e atores negros como protagonistas, valorizando as particularidades culturais e históricas dos povos africanos para além dos estereótipos. Sem contar as personagens femininas do filme, que têm papel fundamental para o desenrolar da trama.Além disso, Pantera Negra é repleto de
referências históricas, políticas e culturais que contam a trajetória do movimento negro nos Estados Unidos pela luta por direitos sociais.

Assim como no Brasil, a sociedade norte-americana conviveu com a escravidão de seres humanos durante séculos, deixando cicatrizes ainda não curadas, como a segregação, a falta de oportunidades iguais e a desigualdade econômica entre brancos e negros.
Ainda que dentro dos limites possíveis para um blockbuster que precisa ter fácil assimilação, algumas das cenas de Pantera Negra são uma tremenda lição para quem insiste em afirmar que o racismo não existe.(Confira abaixo as principais referências)

Baltimore, a cidade do Pantera Negra
Na primeira cena do filme, é mostrado um flashback que acontece em Oakland, nos Estados Unidos. A escolha desse local não é por acaso: a cidade localizada no estado da Califórnia foi o berço do movimento do Partido dos Panteras Negras, que surgiu como reação após episódios seguidos de violência policial cometidos contra a população negra.

Vale lembrar que em plena metade do século 20, alguns estados norte-americanos mantinham leis de discriminação racial que não eram diferentes daquelas praticadas pelo regime branco sul-africano do Apertheid ou das primeira leis segregacionistas da Alemanha nazista. Até a década de 1960, por exemplo, salas de aula, assentos de ônibus e bebedouros eram divididos para a população branca e para a população negra.

Diante disso, movimentos e líderes negros lutaram por direitos de mínima igualdade civil. Alguns deles, como o pastor Martin Luther King Jr. (assassinado em 1968) pregava um ativismo pacífico pela conquista de direitos. Já lideranças como Malcolm X (assassinado em 1965) e os membros do Partido dos Panteras Negras acreditavam que apenas superariam a situação de opressão por meio de métodos revolucionários e violentos — em termos gerais, o personagem Killmonger (interpretado por Michael B. Jordan) é fruto direto desse cenário de tensão social. Ele é responsável por uma das frases mais fortes do filme, quando relembra os anos de escravidão sofridos pelos antepassados africanos.

Foi apenas em 1964 que uma Lei de Direitos Civis foi promulgada nos Estados Unidos, que extinguiu as leis de segregação racial adotadas por alguns estados da federação.

Pantera Negra retrata a riqueza das etnias que compõem a África. De certa forma, o reino fictício de Wakanda é uma pequena utopia que representa as potencialidades de todos os países africanos por conta de seus recursos naturais.

Aqui, vale outra pequena lembrança histórica: o cenário de guerras e instabilidades políticas que acompanharam a maior parte dos países africanos nas últimas décadas é consequência direta da ação das nações europeias, que colonizaram territórios africanos durante os séculos 19 e 20 e realizaram divisões territoriais sem levar em conta as particularidades étnicas, culturais e religiosas de cada povo.

Como consequência, as riquezas naturais continuaram sendo exploradas pelas empresas dos países ricos, enquanto grupos militares locais disputavam o poder dos territórios africanos.

Apesar da presença do discurso político e social, Pantera Negra surpreende ao retratar a diversidade cultural de todos os povos africanos. Dirigido por Ryan Coogler (que é negro), o filme apresenta trajes, máscaras e marcas corporais que são inspiradas em diferentes etnias. No Twitter, a usuária somaliana Waris mostra algumas das referências presentes no longa-metragem.

Os trajes das guerreiras de elite de Wakanda, por exemplo, são inspirados no povo Maasai, que vivem no sul do Quênia e no norte da Tanzânia:
Já os trajes coloridos utilizados por T'Challa são inspirados em algumas vestes do grupo étnico Akan, que vive no território que compreende Gana  — na África Oriental.

Beijos, Luly