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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Danças da África

Danças.


A cultura afrodescendente tem muitas danças, algumas delas são:


O Jongo: 
Também conhecido como caxambu e corimá, era uma dança que permitia que os escravos  se comunicassem de forma que os senhores e capatazes  não compreendessem aquilo que  falavam. Por meio dessa dança contavam suas tristezas e sofrimentos.
A palavra "jongo" é vinda do termo quimbundo jihungu. Uma dança bastante divertida.

A roda de capoeira:
Foi desenvolvida no Brasil por  escravos africanos, é uma forma de expressão  cultural que  mistura  dança, luta, música, jogo. Nela são encenados golpes e movimentos acompanhados por músicas. Os capoeiristas ficam na roda de capoeira batendo palma no ritmo do berimbau  e cantando a música enquanto dois capoeiristas jogam capoeira.

Samba de roda:
É um gênero musical de tradição afro-brasileira. É tocado com pandeiros, atabaques, berimbaus, chocalho e viola. É uma variante musical mais tradicional do samba, originário do estado brasileiro da Bahia. Seus primeiros registros datam dos anos 1860.

Maracatu:
É  um dos ritmos de tradição africana, que hoje é difundido em todo o nordeste brasileiro, especialmente, nas cidades de Recife e Olinda. É caracterizado principalmente pela percussão forte, que teve origem nas congadas ,cerimônias de coroação dos reis e rainhas da  nação negra.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Importância da cultura negra para o Brasil

A cultura negra contribuiu para muitas coisas alem da historia e evolução do Brasil. Mas também para outras coisas como a musica, culinária, religiões e línguas.


Musica:

 Além do samba, que é o estilo brasileiro mais famoso no mundo, outros ritmos também vieram da mãe África: Maracatu, Congada, Cavalhada, Moçambique. Além disso, muitos instrumentos musicais: afoxé: tipo de chocalho feito com uma cabaça e uma rede de miçangas; - agogô: cones de metal tocados com uma baqueta; - caxixi: cesto de vime em forma de chocalho encerrado no fundo uma cabaça com sementes;atabaque: tambor alto;

Culinária:

Ingredientes como o leite de coco, a pimenta malagueta, o gengibre, o milho, o feijão preto, as carnes salgadas e curadas, o quiabo, o amendoim, o mel, a castanha, as ervas aromáticas e o azeite de dendê não eram conhecidos nem usados no Brasil antes da chegada deles. 
Muitos pratos conhecidos e apreciados aqui vieram de lá: vatapá, o caruru, o abará, o abrazô, o acaçá, o acarajé, o bobó, os caldos,o cozido, a galinha de gabidela, o angu, a cuscuz salgado, a moqueca e a famosa feijoada. 
E os doces? Canjica, mungunzá, quindim, pamonha, angu doce, doce de coco, doce de abóbora, paçoca, quindim de mandioca, tapioca, bolo de milho, bolinho de tapioca entre outros.

Religião:

Na África, há muitas religiões diferentes. Antes de vir para cá, cada um seguia a religião de sua família, clã, ou grupo. Mas quando chegaram aqui, os escravos foram separados de seus parentes e pessoas próximas. 
Por isso, passaram a se reunir com pessoas de outras etnias para realizarem os cultos secretamente. Para que todos pudessem participar, essas reuniões eram uma mistura de cada religião, com rituais e cultura unidos e partilhados. 
Daí surgiu o Candomblé. A crença nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral.
A Umbanda, que também tem origens africanas, une práticas de várias religiões, inclusive a Católica. Ela se originou no Rio de Janeiro, no início do século 20.


Línguas:

As línguas africanas exerceram tanta influência no modo de falar do povo brasileiro que a nossa língua já é considerada diferente do Português de Portugal. Na Bahia, são usadas cerca de 5 mil palavras de origem africana. A maior parte das palavras que enriqueceram o vocabulário brasileiro vêm do quimbundo, língua do povo banto. Na época da escravidão, o quibundo era a língua mais falada nas regiões Norte e Sul do país.